A menos de 30 dias das eleições, vereadora do PSDB defende saúde mais ágil e menos burocrática no Vale do Paraíba

Candidata a deputada estadual, Maria Amélia afirma que ampliar estruturas é importante, mas, antes, o paciente precisa conseguir receber o atendimento de que necessita

Faltando pouco menos que trinta dias para as eleições, a saúde aparece entre os temas que devem mobilizar o debate dos candidatos a deputado estadual no Vale do Paraíba. Para a vereadora de Jacareí e candidata à Assembleia Legislativa, Maria Amélia (PSDB), o desafio não está apenas em ampliar hospitais, consultas e procedimentos, mas em fazer com que o paciente consiga efetivamente acessar o atendimento de que precisa.

A discussão ganha importância em uma região que concentra hospitais de referência e recebe pacientes de diferentes municípios. Em São José dos Campos, por exemplo, o Hospital Municipal Dr. José de Carvalho Florence realizou 2.866 cirurgias ortopédicas em 2025, sendo 1.199 eletivas. Na área vascular, a fila municipal, que tinha 1.043 pacientes em janeiro de 2025, foi reduzida em 35% ao longo do período, segundo dados da Prefeitura.

Em Jacareí, a criação do primeiro Hospital Municipal é apontada como uma das iniciativas para ampliar a estrutura de atendimento. O projeto atualmente prevê uma unidade com 40 leitos, 20 quartos de internação, dez consultórios, centro cirúrgico com três salas, pronto-socorro de pequeno porte, sala de tomografia e sala vermelha. A Prefeitura anunciou em maio deste ano a desapropriação do imóvel onde funcionava o Policlin para implantação da unidade.

Para Maria Amélia, a nova estrutura poderá contribuir para desafogar a rede e ampliar a capacidade de atendimento, mas não deve ser vista como solução isolada. Durante sabatina ao Diário de Jacareí, a candidata criticou a burocracia que, segundo ela, dificulta o acesso da população a consultas, cirurgias e medicamentos especializados. Na avaliação da vereadora, o cidadão não deveria precisar chegar a uma situação extrema para conseguir uma resposta do sistema de saúde.

“Saúde não pode ser um caminho de obstáculos para quem já está sofrendo. Não é razoável que uma pessoa precise chegar ao limite da dor, esperar uma situação de emergência ou procurar uma UPA porque não conseguiu acessar antes o especialista, a cirurgia ou o medicamento de que precisava. O Estado precisa enxergar o paciente antes que o problema se agrave. É disso que eu estou falando quando defendo uma saúde mais humana e mais efetiva: menos portas fechadas, menos burocracia e mais capacidade de resolver.”, afirma Maria Amélia.

A preocupação com o acesso aos serviços também aparece na atuação da vereadora na Câmara de Jacareí. Em 2025, ela apresentou projeto que estabelece a emissão de documento oficial, quando solicitado pelo munícipe, informando a dispensação, a ausência ou o fornecimento parcial de medicamentos e tratamentos. A proposta busca dar ao paciente um registro formal da situação e mais clareza sobre o atendimento que está recebendo.

Outro exemplo é a atuação relacionada à saúde das mulheres. Maria Amélia é coautora da Política Municipal de Saúde Mental Materna “Cuidando de Quem Cuida”, aprovada pela Câmara em março de 2026. A medida prevê triagem e acompanhamento psicológico durante o pré-natal e o puerpério, além de encaminhamento para a rede de atenção psicossocial e integração entre atenção básica e maternidades.

Em 2025, a vereadora também apresentou e aprovou projeto que cria um programa de reconstrução dentária para mulheres vítimas de violência doméstica. A proposta prevê atendimento odontológico gratuito para reparação dos danos causados pelas agressões, incluindo procedimentos de reconstrução, próteses e tratamentos ortodônticos.

A experiência municipal é o argumento que Maria Amélia pretende levar para a disputa estadual. Para a candidata, a Assembleia Legislativa pode ter papel mais ativo na articulação entre Estado e municípios, especialmente em áreas em que a demanda ultrapassa a capacidade individual de cada cidade.

“Eu quero levar para a Assembleia uma discussão muito prática: o que acontece com a pessoa depois que ela entra na fila? Quem acompanha? Quem informa? Quem garante que ela não vai ficar meses esperando até o problema piorar? Uma saúde eficiente precisa ter estrutura, dinheiro e profissionais, mas também precisa ter gestão, integração e respeito pelo tempo de quem está doente.”, completa.

A candidatura de Maria Amélia à Assembleia Legislativa tem como uma das principais propostas justamente a ampliação da capacidade de atendimento em saúde no Vale do Paraíba, com defesa de recursos estaduais voltados ao diagnóstico precoce e à redução das filas de cirurgias e procedimentos especializados.

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