Celulite
Um golpe na auto-estima feminina em tempos anoréxicos, a celulite, já foi retratada por Renoir como um componente estético e inerente à feminilidade. A celulite chega a atingir 80% das mulheres com mais de 35 anos de idade. Em diferentes estágios, ela está presente em praticamente todo o universo do proclamado sexo frágil, sendo bastante rara em homens.

A celulite se manifesta no tecido gorduroso que se encontra embaixo da pele. Em todo o corpo existe esta camada de tecido gorduroso. A quantidade normal de tecido gorduroso no corpo é de mais ou menos 20% do peso do indivíduo. Quando ocorre aumento da quantidade do tecido gorduroso, passam à ocorrer alterações, com compressão de vasos e projeção deste tecido para a pele, ocasionando as alterações conhecidas como celulite. Entretanto, a celulite não é apenas aumento do tecido gorduroso, porque senão ela existiria em homens gordos, o que não acontece. É, na verdade uma soma de alterações, decorrentes sim do aumento de gordura, mas aonde vários fatores tem ação como hormônios, alimentação, vida sedentária, circulação, tendência genética, tipo físico e outros.

Estágios da Celulite

A celulite se apresenta em quatro estágios de evolução. Enquanto mostramos o que acontece em cada estágio aproveitaremos para falar sobre os mecanismos de formação de celulite.

- Condição Normal: Na condição normal o tecido gorduroso é ricamente irrigado, as células gordurosas são de tamanho e formas normais. Os vasos são eficientes e tem formato normal. Não existe edema e a Termografia é normal.

- Estágio 1: Acontece um aumento de volume das células do tecido gorduroso na região afetada ocasionado por acúmulo de gordura dentro da célula. Não existe alteração circulatória e dos tecidos de sustentação, apenas uma discreta dilatação das pequenas veias do tecido gorduroso. Não há sinais visíveis na pele e nem dor. Na termografia (um exame que demonstra o grau de celulite) pode aparecer o aspecto chamado “Moucheté” que representa aumento de temperatura provocada por edema e hiperpermeabilidade dos capilares sangüíneos. Nesse estágio o principal procedimento é tratar com Exercícios e Reducação Alimentar. Não há necessidade de tratamento médico, embora a avaliação e orientação em clínica especializada seja necessário para diagnosticar este grau de celulite. A recuperação neste caso é total.

- Estágio II: As células gordurosas ficam um pouco mais cheias de gordura, e as que ficam na parte mais profunda começam a sofrer o mesmo processo. Já aparece um certo grau de fibrose, que se piorar, começa à formar micronódulos na fase seguinte. O aumento do volume das células provoca alteração circulatória por provocar a compressão das microveias e vasos linfáticos. O sangue e a linfa (líquido aquoso que banha as células) ficam represados. Ocorre então um maior “inchaço” das células gordurosas e detritos tóxicos, que deveriam ser eliminados, começam a ficar acumulados. Na pele já é possível se observar irregularidades à palpação e ainda não existe dor. Na termografia o aspecto “Moucheté” é mais característico aparecendo edema e estase sangüínea demonstrados por áreas de temperatura aumentada. Neste estágio o tratamento já é necessário com o uso de Mesoterapia, Eletrolipoforese, Ultra-som e Drenagem Linfática, além dos exercícios e Reeducação Alimentar. Os resultados são muito bons, se houver adesão ao tratamento pode-se esperar a recuperação total.

- Estágio III: As células continuam aumentando de volume por causa da contínua aquisição de gordura. Ocorre uma desordenação do tecido e aparecimento dos nódulos que apesar de mais profundos, são vistos como irregularidades na superfície da pele, mesmo sem palpação. Começa a existir uma fibrose, que é o endurecimento do tecido de sustentação (onde estão as fibras) e a circulação fica ainda mais comprometida. Pode aparecer os vasinhos e microvarizes. A pele tem o aspecto parecido com “Casca de Laranja”. Ocorre a sensação de peso e cansaço nas pernas (Deve-se lembrar que a celulite é basicamente um problema circulatório, e nesse estágio a circulação no tecido gorduroso já está com problemas). Na termografia aparece o aspecto de “Pelle di Leopardo” que é a presença de inúmeras manchas termográficas, denotando a desorganização do tecido, com várias temperaturas e a presença de edema e estase venosa. O tratamento é realizado da mesma forma que no estágio II, mas são necessárias muito mais sessões e a recuperação é boa, mas não total. Ocorre um sensível melhora, mas não se pode esperar eliminação total do problema.

- Estágio IV: O inchaço desordenado das células gordurosas é acentuado, o tecido de sustentação se torna mais endurecido (fibroesclerose) e a circulação de retorno está muito comprometida. Nesse estágio, a celulite é dura e a pele fica “lustrosa”, cheia de depressões, com aspecto acolchoado. As pernas ficam pesadas, inchadas, doloridas e a sensação de cansaço está freqüentemente presente, mesmo sem esforço. Na termografia aparecem os aspectos anteriores já descritos e surgem os “Black Holes”, ou “Buracos Negros”, que são regiões de circulação diminuída, representando uma coalizão de vários micronódulos em macronódulos e a presença de significativa fibrose. Nesse estágio o tratamento, com Mesoterapia, Ultra-som, Eletrolipoforese e Drenagem Linfática é demorado, mesmo assim, pode-se esperar uma melhora parcial. Eventualmente pode ser necessário associar o tratamento cirúrgico, com Subcisão e Lipoescultura, principalmente se houver gordura localizada bem estabelecida e depressões no tecido gorduroso importantes.
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2018/6/20 | 16:10:06

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